Tarifas dos Estados Unidos: Donald Trump concederá isenção para café?
Será que vamos ver de novo o café bater preços históricos? Ou será que está chegando a hora de uma correção?
O mercado anda agitado. A bolsa de NY, onde o café arábica é negociado, está com muito volatilidade, um sobe e desce diário, conforme a safra vai terminando, já estamos de olho em uma florada que se aproxima, e de olho também nos movimento dos fundos.
Além disso, essa conversa de tarifas dos Estados Unidos acendeu um alerta no setor.
Por isso, é importante o produtor ficar de olho na tendência dos próximos dias. Uma decisão lá fora pode bater aqui dentro rapidinho e mudar o preço do café na sua mão.
Hoje estamos vendo negócios acima de R$2.000,00 a saca, chegando até R$2.500,00 no físico. O produtor já pagou as contas, está mais tranquilo, e não precisa sair vendendo na pressa como antes. Isso deixou as cooperativas e exportadoras sem liquidez, e quem está ditando o jogo agora é o produtor.
É como no futebol: por muitos anos o produtor jogou só se defendendo, sempre pressionado pelo adversário (cooperativas e exportadoras), sem poder escolher como jogar. Agora o jogo virou: o produtor está no ataque, com placar a favor. As cooperativas e exportadoras é que estão correndo atrás da bola, cansadas e sem estratégia. Quem segura a bola e controla o tempo do jogo é o produtor.
Mas tem um detalhe: se as tarifas nos EUA diminuírem ou até zerarem, o preço na bolsa de NY pode aliviar, recuar, e o café físico aqui dentro pode voltar a girar em torno de R$2.000 a R$2.200 a saca.
Produtor, o momento é único. A bola está no seu pé. Use a gestão de risco como aliado, proteja seu preço e aproveite essas margens que raramente se vê na história. Quem se antecipa, sempre fica um passo à frente do mercado.

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